sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Fugindo... [Continua]

Tô procurando ver o "ouro" desse cenário. Ele já tá aparecendo, dá uns sorrisos tímidos e se esconde, mas, pelo menos, já o vi. Eu sei que ele tá lá. Tá difícil, tá cansativo (embora nem tanto quanto já foi, e que isso não seja acomodação!), tá tirando a paciência... Mas Deus tá me sustentando. Às vezes, me imagino/sinto caída nos braços de Cristo, completamente sem forças, entregue, exaurida, enquanto Ele me segura. 
Estou assim em todos os momentos de minha vida e creio que Ele está sempre lá, me segurando pronta e fortemente, mas em alguns, meu corpo está mais pesado. E mesmo assim, Ele me retém.
Lembrar disso me faz olhar para algumas situações com menos medo e mais fé. Me dá uma pontinha de preocupação, mas saber que Deus está no controle alivia meu peito sobrecarregado. Até quando não dá certo, fico branda, porque sei que Ele não quis. E se Ele não quis, é porque mais tarde me faria mal, mais tarde me faria infeliz, mais tarde eu me arrependeria.
Sei que posso orar e esperar, porque essa fé estimula a Graça de Deus sobre a minha vida, estimula Suas bênçãos e me estimula também, porque enquanto a minha fé se mantém e fortalece, a minha vida não para! Ela segue! Saber que Deus me diz "não", porque me reserva coisas boas e melhores mais adiante me faz sorrir! Me faz querer chorar de felicidade, porque eu não mereço, mas Deus opera em meu favor! Ele me faz sofrer, porque Ele me ama! E é esse sofrimento que produz o caráter digno, o caráter dependente de Deus. 
Até passar pelo vale produz felicidade em mim! Me sinto olhada por Deus! Sinto que Ele está preparando um caminho... Ele quer que eu siga! Ele me quer com Ele! E, desesperadamente, quer que eu confie. E, meu Deus, permita! Aumente minha fé, dobre-a, triplique-a, eu Te suplico! Eu sei que vai passar, eu sei que a minha vida vai mudar, Senhor! Eu só preciso confiar em Ti...! 
Só preciso acreditar no que está mais a frente, ainda que o presente não seja favorável... Tanta gente em melhor, em pior, mas todos necessitados da Tua misericórdia e Graça! Todos igualmente pecadores, desmerecidos, sedentos e carentes de Todo o Seu Ser, ó, Poderoso Deus! 
Preenche-me, Senhor, me mantém firme, me afoga nas Tuas águas! Me protege e segue ao meu lado, eu Te convido e Te peço!

Fugindo...

Trabalhar é bom.
Eu sei que esse termo costuma assustar alguns, fadigar outros (só em falar) e atrai muita cara feia, mas, na boa, é bom, sim. Toda aquela baboseira história de papel social até que faz sentido. E no mais, é muito bacana estudar uma coisa e praticá-la depois (ou o processo inverso), no caso de quem faz faculdade. E se sentir útil com aquilo, se sentir bom naquilo, se sentir verdadeiramente agraciado, feliz, satisfeito! Reconhecido e considerado pelo que pode fazer, seja sua mente ou corpo. 
Mas tem "poréns" aqui também.
Trabalhar é show de bola se você não acorda já exausto com aquela rotina. Quando a ideia de levantar para aquilo, de ir para a empresa já desanima, nem é o primeiro sinal, com certeza a situação já tá estreita. Se conviver com quem você desenvolveu alguma amizade não te segura mais, se o salário não compensa, se você se agarra ao final de semana com todas as suas forças... Tá na hora de expandir os horizontes, revisar o currículo e se jogar em novas oportunidades. Pode crer: elas aparecem. É questão de confiar em Deus e perseverar. Cedo ou tarde, vem algo. E, rolando ou não, serve como experiência.
Cara, na boa, é muito chato trabalhar num canto em que você não se sente bem. Se sente oprimido, desvalorizado, pressionado, vigiado... Tantos mais. E chato é o mínimo. Às vezes, você se sente encurralado de tal forma que parece, você sente que aquilo é tudo. Acaba ali, é tudo que você tem, é o ganha-pão indispensável. E nem sempre é. Na verdade, quase nunca é. E você não precisa ter um curso de design gráfico-inglês-cuidador de idosos-informática para se virar. Às vezes, só o que falta é você enxergar algum potencial em si, uma pequena chance de recomeçar em outro lugar, acreditar nisso e se permitir esse alívio. 
Acho que todo mundo passa por uma dessas na vida, e se não passou, ou vai passar ou tem muita sorte. Minha mãe vive dizendo que não dá para viver satisfeito no trabalho. Claro que dá. Acredito que é possível, sim, conviver com quem a gente goste (ou, no mínimo, simpatize) e que valorize nosso trabalho, ponha a gente para cima, aquela galera que a gente até cogite e goste de encontrar no fim de semana também - mas o assunto da mesa jamais será trabalho, rs. Pessoas legais, tipo essas que estão em extinção, que sabem ser colegas e amigos. 
E, principalmente, fazendo o que você gosta. Que quando role aquele tédio, aquela falta do que fazer, você sinta falta, porque é muito gostoso fazer o que ama. E ganhar dinheiro com aquilo. E pensar no que vai fazer com esse dinheiro... 
Ai, é tão bom. Aliás, deve ser tão bom. Bem melhor que lidar com gente intragável, que faz jus à palavra insuportável, mal amada e infeliz, que faz questão de disseminar essa infelicidade com quem convive/trabalha. Ai, é tão triste gente assim. Dá até pena, mas dá mais ainda vontade de soprar para longe da Terra! É um desperdício de espaço e tempo a existência de algumas pessoas. Bem como a linha de trabalho e a proposta de algumas empresas. São experiências tão... Tão nocivas, tão marcantes negativamente falando, que você passa e afirma: "cara, qualquer coisa, mas não volto para lá!". Você para de viver, simplesmente. 
É uma desgraça tão grande que você sente sua vida sugada. Às vezes, a gente tem sorte de ter pessoas que são aquele ombro, aquele apoio e as cargas ficam menos pesadas, mas ainda sentimos elas lá, minando nossos sonhos. Sinto dizer, mas existem pessoas que respiram para te fazer penar. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O VASO QUEBRADO

Eu não quero, Pai. Vai doer, EU NÃO QUERO! Não quero perder minha morada eterna! Não quero perder o direito de me refugir sobre as Tuas asas! Não quero sofrer para sempre, por infelicidade das minhas escolhas... Eu não posso! Eu não quero! 

ME DESVIA!

É tão difícil como penso? É tão doloroso como parece? Não tem como ser diferente? Precisa mesmo arrancar essa pele, me deixando em carne viva? Sei que a Tua presença deve bastar como consolo (isso ainda não me entra). E desta carne viva, o que ficará? O que recuperarei? Será minha ingenuidade? Minha pureza? A vontade do Espírito a quem poucas vezes fui fiel?

Que me restará, eu preciso saber! 

A OVELHA PERDIDA

Todos conhecem a parábola do filho pródigo. A história do filho que abandona a vida confortável ao lado do pai e do irmão, para se lançar numa aventura alimentada de prazeres carnais, que (sem surpresas) não se demora, até que ele traça um caminho de volta para casa, não sem antes passar por uns maus bocados e ter seu caráter previamente moldado.

Não há exemplo maior que Deus usa as consequências de nossas escolhas ou tempestades que Ele eventualmente cria para nos ensinar - através da dor. Este é o modo de ensino mais eficaz, e, nem sempre funciona. 

Pessoas obstinadas, teimosas, cabeças duras, que sabem que estão erradas, sabem qual seu destino, diante de uma exortação, não mudam de caminho. Elas querem dar a cara a tapa. Querem saber mais, ser maiores que Deus, tomar as próprias decisões - é na hora de conviver com elas que o cinto não afrouxa. 

Não estou apontando. Estou falando de mim mesma. É como dizem: "quer falar dos meus defeitos? Me chame. Tenho outros a acrescentar". Eu não conheço o amor de Deus. Acredito nEle, mas é aquela crença parcial, aquela crença de "espero nunca depende dEle", aquela ideia fantasiosa de um velho de barba branca, que mora entre as nuvens e faz cara feia pro pecado. Não tenho 6 anos, mas essa é a imagem que tenho de Deus.

Vivo dizendo que Ele não se revela a mim, que não cria circunstâncias, que eu faço parte dos renegados (tal coisa nem existe), que tudo para mim é mais difícil, que a fé de todos é mais consolidada, que qualquer um tem mais dons do Espírito e que jamais serei como eles. Que nem grão de mostarda minha fé consegue ser. 

Acredito que eu, morrendo neste exato momento, vou direto para o inferno, pelas coisas que fiz e pelas que deixei de fazer, e lá, me infiltrarei na parcela de pessoas que se julgavam inferiores demais, indignas demais do tempo ou do amor de Deus, ignorando Sua existência por completo e se fazendo de vítima da própria choradeira. 

Aí, vai ser um pouco tarde pra cobrar a misericórdia de Deus e colocá-lo a prova. Todas essas coisas que disse só atestam que essa resistência é maligna. Figurativamente, é a resistência do próprio diabo em soltar meus braços, minhas pernas, meu coração, submersos no plano espiritual, sob o olhar de Deus, que eu não sei definir, permitindo apenas que eu colha o que plantei.

E o que eu posso dizer... Nessa briga de braço que, eu tenho certeza, Ele ainda pena por mim, eu já teria desistido há muito tempo. Não por eu não ter jeito, pois Ele pode todas as coisas, mas por eu jamais ter merecido. E digo isso sem falsa modéstia. Sou mesmo a mosca da merda do cavalo do bandido. E espero não estar insultando o próprio inseto, que vive pouco, faz menos ainda e ainda é para glória de Deus. 

Vejo toda essa situação, como observando de cima, me sentindo culpada por algumas coisas, lerda em outras, burra, estúpida, cabeça dura, são tantas coisas pelas quais me condenar, e todas, TODAS RUINS. O Espírito Santo realmente se foi, e só restaram as partes podres. Mas em meio a esse lixo, ATRAVÉS DELA EU A ENCONTRO (confuso, porém): a misericórdia de Deus. 

A misericórdia DE DEUS, que homem nenhum jamais sentirá uma fração por outro, apenas sua radiação sobre a própria vida. Foi o que abriu meus olhos esta manhã, depois de eu ter claramente pedido que Ele não o fizesse, mas Ele sabe o que é melhor pra mim. É a misericórdia de Deus que mantêm o amor de algumas pessoas por mim, depois de eu as tê-la magoado e decepcionado, grandemente, e não podemos esquecer do próprio Deus, a quem machuco um minuto após o outro, com minha boca suja, minha mente mundana e meu coração enganoso.

Deus não é mesmo menino. Ele conhece todas as coisas. Sonda todos os corações. Não há oculto para ele, ou desconhecido, o Criador conhece a criatura. Oh, Deus... Tende piedade de mim, Senhor! Sou uma molécula de ar nesse mundo vasto e sujo. Sou fruto do pecado, sou ele puramente, a única pureza que consigo ter neste momento é esta: a de representação do pecado, sua personificação sombria e desprezível. Oh, Deus... O Senhor não lê estas palavras aqui, lê-as primeiramente em minha mente... Quanta vergonha já Te dei, quanta lágrima já Te levei a derramar, quanta desesperança, quanto amor o Senhor tem demonstrado por mim, e eu, jogado na lama...! 

Oh, Senhor, por que não cerra esses olhos para sempre? Até nisso consigo ser egoísta! Nem o Filho do Homem quero esperar, para não passar pela humilhação de não ser arrebatada! Ver os meus partindo... E ficando para a vinda do anticristo. Oh, Deus! Os dias já são difíceis, mas em breve, descobriremos que bom é este tempo... Em breve, não haverá mais como adiar... Não haverá mais escolha a tomar, o fim já será fato. 


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Oh, obrigado por esse amor que me alcançou! Que me alcança a cada dia...! Oh, as misericórdias do Senhor! São a causa de não sermos consumidos! Renovam-se a cada manhã! Grande é a Sua fidelidade (Lm 3)! É por causa do Grande Amor do Senhor... A cada dia, diga ao Senhor: OBRIGADO! (...)

Ele me ama! Eu sei que Ele me ama! Na cruz, Ele demonstrou o quanto Ele me amou! O Seu amor é maior do que tudo... É maior do que a minha dor! (...) Em mim está o Seu prazer! Em mim está o Seu prazer! (...)

Eu não vou me entristecer mais! Porque Ele me amou! Porque Ele me ama! A Sua Graça me basta! O Seu poder se aperfeiçoa nas minhas fraquezas! Ele me escolheu!


Ana Paula Valadão

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

“E por que me chamais, ‘Senhor, Senhor!’, e não fazeis o que Eu digo?” Lucas 6:46
Engraçado essas situações em que estamos em dúvida e as apresentamos a Deus para receber um parecer – de preferência, em seguida. E consciente de que Ele “funciona de maneira diferente” de nós e nem sempre age como gostaríamos, prometemos a nós mesmos em baixa voz: “Senhor, abençoa a direita e a esquerda. Porque se Tu queres a direita, mas eu, a esquerda, é pela esquerda que seguirá meu caminho”.

Não é assim?

Estamos ansiosos pelas bênçãos de Deus, pela vitória, pela melhoria, pelo prazer que só o nome Dele propõe, mas não queremos abrir mão de nossas escolhas. Achamos que nossas metas são só compreendidas por nós. Estamos acostumados com nossa natureza e achamos que, ao discordar do Pai, ele simplesmente vira as costas e diz: “então, vai”.
Mas o Rei não é assim. Tampouco o conheço em Sua intimidade, mas o amor que ouvi falar e que imagino se tratar da boa nova, é o amor que alcança a todos. Todos nós, todos os defeitos, todas as teimosias. O Senhor é tão simples em Seu propósito: Ele só quer que você se renda. Porque essa rendição é libertadora. Essa liberdade apreende suas vontades, seus medos, suas aflições...

“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” Mateus 6:27

Há muito pouco tempo, ouvindo uma pregação, o pastor disse que nosso sofrimento é causado, PRINCIPALMENTE (não inteiramente), pela nossa desobediência. Por nos acharmos superiores a Deus, tomarmos escolhas próprias e nos acharmos grande coisa ao dizer: “vai na frente!” ou “segura na minha mão”. E Deus é tão bom que, às vezes, segura mesmo. Ele se compadece do filho mesmo sabendo que ele tá no erro.

Não vou te mandar fazer nada, nem orientar. Deus criou você assim como criou este mundo e ninguém melhor que Ele para conhecer todos os caminhos, todos, de cabo a rabo. O que ignoramos, Ele sabe. Confesso ter muita relutância ainda em confiar em Deus. Sendo materialista como sou, Tomé na veia, acredito no que vejo, no que toco, e, mesmo isso sendo facílimo de quebrar por Ele, Ele prefere que eu tome outros rumos. Que eu não insista em tocar nas chagas. E eu sei que esse tempo vai chegar.


Se eu confiar. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram homens obstinados. No livro de Daniel, encontramos estas três histórias – que parecem estar prestes a culminar tragicamente, envolvidas por um propósito único. A ideia de ter o corpo carbonizado, queimando, ardendo, matando lenta e exasperadamente, não impediu que eles fossem firmes, crentes.

Essa é uma característica de quem tem a fé sólida no Senhor. Você simplesmente NÃO CEDE. Não tem suas expectativas em sonhos, em projetos, no acaso, em outras pessoas. Sua fé está nO único que realmente pode fazer algo por você.

O mesmo Deus que te permite ser lançado no meio das chamas é o que empata que você queime. Ele forma a aura que te protege, repelindo o fogo e te mantendo a salvo. Embora indiscutivelmente verídica, essa história serve como metáfora para diversas situações que se apresentam cotidianamente. É claro, não seremos postos diante de imagens a serem adoradas (exceto...), mas existe um culto velado a pessoas, a coisas, ao dinheiro, etc.

Nem sempre estamos dispostos a queimar – a passar pela miséria –, a arder – e renunciar a algo que muito desejamos –, a penar – e meditar sobre nossos valores e como Deus é encaixado neles. O amor de Deus, por vezes, soa sádico, doentio. É um amor irracional que te traz à Terra para sofrer, para conviver neste mundo imoral, onde a carne dá a última palavra.
Ele, em sua infinita inteligência e sabedoria, sabe melhor que nós onde nos coloca. Sabe que aqui Ele tá meio em baixa. Meio desmoralizado, sem adeptos fiéis como os citados. Não é a esperança de Deus que te traz para cá – é o reflexo dEle na tua vida que o faz saber que existe chance de mudança.

Você é criado à imagem dEle. Como um pai conhece um filho, o semblante, as reações – Deus vai além e conhece até o que está por vir. É por isso que você vem. Nada está a ser provado. Deus dispensa suas crises existenciais.

É a sua fé que ignora esse tipo de questionamento. Não é a ignorância que a religião traz, como muitos gostam de apontar. Não é fechar os olhos. Religião e Deus, diversas vezes, são incompatíveis. É a sua fé que queima – não a machucar, mas queima o que é maligno, queima o que te confunde, o que te persegue. Essa fé tá presente em todos nós – mas fazemos direcionamentos diferentes. No marido, na mãe, no chefe, etc. É aí que tá, sem rumo, você não sabe nem se está parado, se está indo para trás, à frente, enfim.



Eu quero direcionar toda a minha fé no Senhor. Quero passar por tribulações em automar e saber que Jesus dorme em meu barco; quero ser lançada às chamas sabendo que o quarto homem virá em meu favor! Quero estar na cruz como Ele esteve com a certeza da ressurreição! Pois nada passa batido aos olhos de Deus.