Trabalhar é bom.
Eu sei que esse termo costuma assustar alguns, fadigar outros (só em falar) e atrai muita cara feia, mas, na boa, é bom, sim. Toda aquela baboseira história de papel social até que faz sentido. E no mais, é muito bacana estudar uma coisa e praticá-la depois (ou o processo inverso), no caso de quem faz faculdade. E se sentir útil com aquilo, se sentir bom naquilo, se sentir verdadeiramente agraciado, feliz, satisfeito! Reconhecido e considerado pelo que pode fazer, seja sua mente ou corpo.
Mas tem "poréns" aqui também.
Trabalhar é show de bola se você não acorda já exausto com aquela rotina. Quando a ideia de levantar para aquilo, de ir para a empresa já desanima, nem é o primeiro sinal, com certeza a situação já tá estreita. Se conviver com quem você desenvolveu alguma amizade não te segura mais, se o salário não compensa, se você se agarra ao final de semana com todas as suas forças... Tá na hora de expandir os horizontes, revisar o currículo e se jogar em novas oportunidades. Pode crer: elas aparecem. É questão de confiar em Deus e perseverar. Cedo ou tarde, vem algo. E, rolando ou não, serve como experiência.
Cara, na boa, é muito chato trabalhar num canto em que você não se sente bem. Se sente oprimido, desvalorizado, pressionado, vigiado... Tantos mais. E chato é o mínimo. Às vezes, você se sente encurralado de tal forma que parece, você sente que aquilo é tudo. Acaba ali, é tudo que você tem, é o ganha-pão indispensável. E nem sempre é. Na verdade, quase nunca é. E você não precisa ter um curso de design gráfico-inglês-cuidador de idosos-informática para se virar. Às vezes, só o que falta é você enxergar algum potencial em si, uma pequena chance de recomeçar em outro lugar, acreditar nisso e se permitir esse alívio.
Acho que todo mundo passa por uma dessas na vida, e se não passou, ou vai passar ou tem muita sorte. Minha mãe vive dizendo que não dá para viver satisfeito no trabalho. Claro que dá. Acredito que é possível, sim, conviver com quem a gente goste (ou, no mínimo, simpatize) e que valorize nosso trabalho, ponha a gente para cima, aquela galera que a gente até cogite e goste de encontrar no fim de semana também - mas o assunto da mesa jamais será trabalho, rs. Pessoas legais, tipo essas que estão em extinção, que sabem ser colegas e amigos.
E, principalmente, fazendo o que você gosta. Que quando role aquele tédio, aquela falta do que fazer, você sinta falta, porque é muito gostoso fazer o que ama. E ganhar dinheiro com aquilo. E pensar no que vai fazer com esse dinheiro...
Ai, é tão bom. Aliás, deve ser tão bom. Bem melhor que lidar com gente intragável, que faz jus à palavra insuportável, mal amada e infeliz, que faz questão de disseminar essa infelicidade com quem convive/trabalha. Ai, é tão triste gente assim. Dá até pena, mas dá mais ainda vontade de soprar para longe da Terra! É um desperdício de espaço e tempo a existência de algumas pessoas. Bem como a linha de trabalho e a proposta de algumas empresas. São experiências tão... Tão nocivas, tão marcantes negativamente falando, que você passa e afirma: "cara, qualquer coisa, mas não volto para lá!". Você para de viver, simplesmente.
É uma desgraça tão grande que você sente sua vida sugada. Às vezes, a gente tem sorte de ter pessoas que são aquele ombro, aquele apoio e as cargas ficam menos pesadas, mas ainda sentimos elas lá, minando nossos sonhos. Sinto dizer, mas existem pessoas que respiram para te fazer penar.
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