segunda-feira, 14 de abril de 2014
Tinha outros planos pra hoje. Outras coisas pra discutir, mas, infelizmente, acabei me rendendo a algo destrutivo que venho tentando evitar esses dias – buscar as fotos do acidente da banda Mamonas Assassinas, em 1996. Horrível. Como eu já esperava, um braço pro lado, um pedaço de cérebro pro outro, enfim... Cena braba de acidente, pra revirar o estômago. Ao contrário do que se pode pensar, não fui atrás por morbidez própria. Aliás, em parte. Tenho interesse particular em tragédias como essas e penso em escrever a respeito, um dia, quem sabe.
No entanto, eu não me prenderia ao que já foi descoberto, isto é, as causas da tragédia, o que Deus permite que o homem desvende. Eu gostaria de questionar A Causa. O Por quê. Sim, pois não saímos ou entramos neste mundo sem que Deus assim deseje. Infelizmente, fatalidades acontecem – bem como milagres, coisas maravilhosas, dignas do Toque do Criador – embora todas as coisas, por menores que sejam elas, tragam este toque.
O que desperta meu interesse é: por que eles, Deus? Por que rapazes tão jovens, cheios de vida, com tanta história pela frente, que cativaram milhões de pessoas, partiram tão cedo e levaram o país a lamentar? Admito que falo com temor a Deus, mas com certa indignação. Eu tinha apenas 2 anos de idade quando aconteceu, mas minha infância teve os MA como trilha sonora. E com certeza isso me fez mais feliz. Mais descontraída. Menos rígida comigo e com algumas circunstâncias.
Com esse pequeno desabafo, não quero questionar a vontade de Deus, incrementar, enfim... Se tem uma certeza que tenho, é de que Ele sabe o que faz, e como sabe. Glória ao Rei. Quem dera eu soubesse 0,0000000000000000001% do que o Pai sabe. Mas mesmo conhecendo-O pouco, discordo do que alguns dizem por aí, em nome Dele, que os rapazes morreram por influenciar crianças a cantar músicas de significado ambíguo, apelativo e imoral. Sinceramente, duvido e discordo.
Não que Deus risse, cantasse junto e comparecesse aos shows... Mas o Deus que reconheço não se prende a essas bobagens. Ele tem preocupações maiores, mais relevantes e, principalmente, para conosco Ele tem o Maior Amor. Não o Amor que esquece ou ignora nossas transgressões, mas o Amor que transforma e perdoa. O que as pessoas não entendem é que é compreensível que NÓS não sejamos capaz de amar assim. Mas Ele é capaz de todas as coisas. Ele é maior que nós em tudo e além.
Acredito com todas as minhas forças que Deus era o último a querer aquele sangue derramado. Não que haja algo passível de acontecer sem o “carimbo” Dele, mas há males que Ele prefere não evitar. Como um pai que repreende o filho porque este teimou, mas repreende com dó, com um nó no peito, porque dói ver o filho naquela situação. Dói ter chegado àquilo, dói repreendê-lo.
Acredito que, fugindo um pouco do assunto, Deus olha para todos nós dessa forma. Criaturinhas errantes e obstinadas. Como se vivêssemos constantemente dando socos na parede, mas esta não racha, não se fere, não altera um cm do que é. Essa parede é o plano que Ele tem para nós, maravilhoso e incorruptível; a força e intensidade com que esmurramos é o diabo tentando nos desviar deste plano e a dor que sentimos é as nossas almas se afastando do Senhor, respondendo a estímulos carnais e mundanos.
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